"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

POETA-POEMA, 59: LI PO

A arte do pintor chinês Zhao Wuchao.
| Expor um poeta, defini-lo com um só poema.
Despertar com ambos alguma consciência. |

A DANÇA DOS DEUSES

Pus toda a minha alma numa canção
que cantei para os homens. E os homens se riram!

Tomei meu alaúde, fui sentar-me no topo de uma montanha
e cantei para os deuses a canção que os homens
não tinham entendido.

O sol baixava. Ao ritmo da minha canção, os Deuses dançaram
nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.

LI PO (701-762). Poeta chinês, traduzido aqui por Cecília Meireles. Além de poeta exímio, foi espadachim e beberrão contumaz. Sua facilidade para escrever era exaltada por outros poetas. Reza a lenda que morreu afogado tentando abraçar a lua. Tradução extraída de Poemas chineses (Nova Fronteira, 1996).

Um comentário:

Alessandra Lima disse...

Li Po traduzido por Cecilia Meireles é um brinde à poesia!Tenho esta edição da Nova Fronteira dos Poemas Chineses e sempre volto a ler.
Linda tela de Zhao Wuchao.