"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 11 de outubro de 2014

POETA-POEMA, 43: ÂNGELA VILMA

Amantes, de René Magritte.
| Expor um poeta, defini-lo com um só poema.
Despertar com ambos alguma consciência. |

AMOR

Não existes, mas sinto teu sopro
no meu rosto, como o vento

e penso os sonhos do mundo
e canto as valsas do tempo

Não existes. Como miragem
desapareces quando te chamo

Mas sinto teu hálito quente
perdido, nesse abandono

ÂNGELA VILMA (1967). Poetisa brasileira, nascida em Andaraí, BA. Lírica como poucas de sua geração, capaz de embalar o leitor e aprisioná-lo em seus versos, canta o amor, sua falta ou sua impossibilidade de um modo que só Cecília Meireles alcançou em nosso idioma. O poema acima está em Poemas para Antônio (P55, 2010).

6 comentários:

Alessandra Lima disse...

Puxa...lindo!!!!

Lidi disse...

Gosto demais da poesia de Ângela Vilma. E ela merece essa homenagem.

Um abraço,
Lidi.

aeronauta disse...

Você me fez chorar, emocionada, Mayrant, nesse sábado vazio. Grata, imensamente!! Elogio vindo de você é algo precioso demais!!! Muito obrigada. Um grande abraço!!!

Ianice disse...

Belo poema!! Ainda bem que ele existe...

Camila Carmo disse...

Lindo!! Angela é fantástica...

Marcus Vinícius Rodrigues disse...

O bom da poesia é que nada, nenhuma artimanha, nenhuma ideologia ou moda, nenhuma troca de favores, vence o talento. O que é bom ficará.

Lindo poema.