"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

domingo, 5 de outubro de 2014

POETA-POEMA, 37: LAMARTINE

Camille et Bazille (1865), de Claude Monet.
| Expor um poeta, defini-lo com um só poema.
Despertar com ambos alguma consciência. |

O LIVRO DA EXISTÊNCIA

O livro da existência é o livro soberano
Que não se pode, ao léu, abrir, fechar de novo;
O trecho mais feliz não se lê duas vezes,
E a página fatal é virada sozinha;
Seria bom voltar à folha em que se amou
E o dedo está passando a folha em que se morre.

ALPHONSE DE LAMARTINE (1790-1869). Poeta francês. Um dos grandes nomes do Romantismo que legou ao mundo Hugo, Nerval, Musset, Gauthier e Baudelaire. Mal publicado no Brasil, seus poemas só se encontram em antologias, nas quais este é o mais frequente. A tradução é de Cláudio Veiga e está na maravilhosa Antologia da poesia francesa (Record, 1991).

5 comentários:

Alessandra Lima disse...

Mayrant: Estou adorando esta série "Poeta-Poema". Acompanho todos os dias.
Abraço. Alessandra

Mirdad disse...

Incrível, Mayrant, muito obrigado por compartilhar, um dos poemas mais bonitos que tive o prazer de conhecer. Grande abraço!

Mayrant Gallo disse...

Que bom, Alessandra! Fico feliz que esteja curtindo. Abraço!

Mayrant Gallo disse...

É um prazer, Mirdad, compartilhar boa literatura com amigos e leitores. Abraço!

Lidi disse...

De fato, belíssimo poema!
Um abraço, Mayrant.