"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PALHAÇO

Conheci um sujeito que trabalhava como palhaço em festinhas infantis. Num dia de folga, ele ficou bêbado e acabou preso.
Quando o guarda lhe perguntou o que ele fazia, ele respondeu:
“Sou palhaço”.
É claro que não foi nem algodão nem gaze o que removeu de sua cara a maquiagem...


De Nem mesmo os passarinhos tristes, um livro de minicontos que estou engavetando.

7 comentários:

Silvestre Gavinha disse...

E que podem as gavetas mais que os teus leitores????
Des-engavete-os.
Não vá você deixar que alguém os edite quando já não mais puderes decidir que não valiam nada ou alguma coisa.
Perpetrando-te contra ti mesmo e tua memória.
"Amanhã dura muito tempo". Dura muito pouco.

Anônimo disse...

Boa, Mayrant (sem qualquer resquício de maquiagem). Aquele abraço. T

wilson gorj disse...

Pobre palhaço. A maquiagem roxa ao redor dos olhos vai demorar muito para sair...

Georgio Rios disse...

Crao Mayrant, um mine e tanto.Gostaria de transformar esta gaveta em que colocas estas tuas produções em minha estante particular. O blog continua vigoroso..

humberto disse...

Aí, lembrei daquela piada:
O cara todo quebrado, na delegacia, explicando pro delegado:
Eu tava passando, ali na zona do meretrício, e tinha uma prostituta sendo ajudada a dar a luz na calçada. Eu fique sensibilizado, corri até a farmácia e comprei um pacote de fraldas. Aí, vinha vindo um PM, querendo saber o que estava acontecendo e viu o pacote que eu levava e me perguntou.
Pra onde vc está levando isto aí? Eu respondi: pra puta que pariu...

Lidi disse...

Mayrant, há quatro coisas que adoro na literatura: ironia, metáfora, final surpreendente e o "dizer muito com pouco". E a tua prosa tem tudo isso. Adorei o miniconto. Parabéns!

Maria Muadiê disse...

uau, Mayrant. Ótimas idéias.