"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AS AVENTURAS DE NICOLAU & RICARDO: DETETIVES

1. O BOM BANDIDO

Ele vinha descendo das montanhas para o mar. Nas mãos e nos pés doíam-lhe as feridas. O ar fresco, à medida que ele se aproximava de seu destino, banhava-lhe o rosto de um inesperado alívio. Não o suficiente, no entanto, para que pensasse em perdão. Pelo contrário. Prestes a alcançar a areia e o mar e o elemento que fora, talvez, o catalisador do seu nascimento, de sua queda, ele pensava, citando qualquer autor: “Todos os homens são para mim milagres que eu gostaria de esquecer, velas que acendi para o nada”. E foi com esse espírito que ele desapareceu sob as ondas, sem olhar para trás, antes que Nicolau e Ricardo o alcançassem...
Início da SEGUNDA TEMPORADA. Semana que vem tem mais. Capa da edição francesa de Jim Thompson, romancista noir norte-americano.

5 comentários:

Mirdad disse...

Semana que vem????

Euzinha! disse...

olá!
Dê uma olhada em meu blog, há um post sobre uma bolsa da Petrobras para criação literaria.
Se você não souber dela ainda, vale ver e quem sabe até usufruir dela...
beijo e bom final de semana!

Georgio Rios disse...

Bem vindos, caros detetas!!!E que esta nova temporada esteja boa como são as histórias de vocês!!!

Hitch disse...

Reli uma, duas, três, mil vezes. Demais, meu amigo. Belo retorno. Aquele abraço.

Silvestre Gavinha disse...

Que delícia a volta dos dois amigos detetives.
Um começo perfeito, a la Victor Hugo.
Gostei muito.
Como também gostei de sua visita e suas palavras em minha Despedida.
Não sei se um exemplo a ser seguido, mas as palavras que me enosorocavam a garganta e precisavam sair junto com todo o choro.
Longe pode ser um lugar que não existe, como já foi dito. Mas os primeiros passos doem para todo mundo, eu acho.
Obrigada Mayrant.