"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ENCONTRO COM PÓLVORA

Encontro literário na ALB.
Em 4 de setembro de 2009, tive a honra de participar de um evento na Academia de Letras da Bahia, ao lado de Hélio Pólvora. Era a primeira edição de um projeto denominado Encontros Literários, que reuniria, de setembro de 2009 a dezembro de 2011, vários escritores, sempre em duplas, com um representante já consagrado e outro emergente, mas houve, naturalmente, algumas exceções a esta regra. A inauguração foi exatamente comigo e Pólvora, com leitura pública de dois contos de cada um, por parte de Luís Antônio Cajazeira Ramos, o mediador da mesa, e debate teórico-crítico a cargo de Antônia Herrera, professora-doutora do Instituto de Letras da UFBA, e Gerana Damulakis. Os contos de Hélio Pólvora escolhidos para a leitura foram A bênção, padrinho e Chuva, ambos de O rei dos surubins (Rio de Janeiro: Imago, 2000), e os meus, Esqueleto e Chuva, ambos do Dizer adeus (São Paulo: K, 2005). Coincidentemente, Hélio e eu escolhemos um conto com o mesmo título... Um caderno impresso com os quatro textos foi distribuído na ocasião aos presentes, e hoje, ao mexer na estante em busca de um livro de W. Somerset Maugham, que também escreveu um conto intitulado Chuva, eu o encontrei. Já não me lembrava de onde o tinha guardado e, das vezes que o procurei, não houve jeito de achá-lo. Era porque tinha de ser hoje, e agora! As palavras são mágicas, e mais ainda as poéticas, literárias. Octavio Paz estava mais do que certo. Quem convive com a literatura não se espanta com o Acaso.

2 comentários:

Mirdad disse...

Sincronia, meu amigo! Maravilha! Chuva!

Orlando Freire Junior disse...

Mayrant, nesses dias em que chove pra caramba voltei a esse conto. Tenho com ele a simbiose de quem conhece o cheiro de quarto de hotel de beira de estrada e o de alma queimada.