"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

terça-feira, 26 de maio de 2015

OS PASSARINHOS SÃO OS MESMOS

A arte do pintor soviético Deineka.
O escritor Dênisson Padilha Filho mantém no seu blogue uma série denominada Conto Afora, em que publica contos de escritores brasileiros. Em segunda temporada, ele reproduziu um conto meu, recém-publicado na Revista da Academia de Letras da Bahia (março, 2015). O título é Os passarinhos são os mesmos, e o relato começa assim:  
 
O ônibus parou na rodovia, e um rapaz desceu, uma pesada mochila nas costas. Pequeno no acostamento, olhou para um lado e outro, enquanto o veículo se afastava e por fim sumia, dois olhinhos vermelhos somente, na escuridão. Do outro lado, a distender-se no vale, silenciosa, a cidade era uma massa de luz tênue e amarela. O rapaz atravessou a pista e desceu em direção às primeiras casas. Para além da cidade, mais luzes tremulavam sobre o mar.

2 comentários:

Mirdad disse...

Eu gostei, Mayrant! Massa!

Orlando Freire Junior disse...

Uma sensação difícil de descrever é a de se colocar dentro da narrativa. Talvez isso deva ser o trivial na função de leitor, mas é diferente quando leio esses seus contos porque a impressão é de situações já vividas, às vezes um tanto desconfortáveis, mas sempre suspeitando da impossibilidade de um desfecho. O cheiro do café é terrivelmente gostoso.