"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

domingo, 26 de outubro de 2008

A POÇA

O primeiro romance policial que li marcou-me profundamente. Foi O destino bate à sua porta, de James M. Cain. Uma ediçãozinha barata, de bolso, vendida em bancas de revistas e que trazia, na capa, Jessica Lange de pernas abertas, numa pose do filme. Lembro que o emprestei a uma amiga de escola, que antes de ler o encapou para se prevenir da ira dos pais...
Eu jamais havia lido uma história tão crua e despojada de princípios, e com um estilo tão seco, tão cínico, vertiginoso, veloz. Uma história de amor e paixão, mas contada pelo viés do crime, do sangue, das maquinações cruéis. Matar por amor e para ficar juntos, com o dinheiro e os bens do outro... Nada mais verdadeiro e estimulante: o sentimento, a lealdade amorosa, a liberdade de ação e a vitória aparente, quase onírica. Uma poça empestada de sonho a refletir nosso rosto humano.

8 comentários:

aeronauta disse...

Mayrant, gostei demais de seu novo blogue! Parabéns pelo texto.

Renata Belmonte disse...

Mayrant,
Achei o novo blog lindo!
E o texto está muito bom tb.
Já vou linkar!
Abraços,
Renata

Andréia disse...

OLá, Mayrant gostei muito do seu novo blog.
Um abraço,
Andréia

Anônimo disse...

Meu amigo, agora temos um endereço cativo para as nossas correspondências literárias. O espaço é salutar e pode (e deve) fomentar assíduos frequentadores. Vida longa. Aquele abraço. Thiago.

Lidi disse...

Mayrant, gostei do novo blog. Vida longa a ele, como diz o meu amigo Thiago! Grande abraço!

Carlos Barbosa disse...

Repetindo, meu caro, infelizmente não me lembro do primeiro romance que li. Mas sei que foi o culpado de tudo. Achei ótimo o formato, a proposta excelente. Abr. (carlos)

Maria Muadiê disse...

Mayrant, também adoro esta história. O filme está à do livro.
bjo,
Martha

rodrigo melo disse...

é mesmo um livro sensacional. não sei se li por indicação sua, mas é possível que tenha sido também por indicação de jorge, o dono do sebo em que deixei milhares de reais - um livro seco, mas cheio de poesia(eu, que me amarro nesse dito realismo cru, enxergo poesia na dor e também na frustração). nunca fui muito fã do hammet, embora o reconheça como importante, tampouco cultivei amores por goodis, macdonald e outros ditos escritores noir. mas o mcain, assim como chandler, me fizeram respeitar o gênero.
abrazz, rapaz,