O romance A bem-amada, de Thomas Hardy, metaforicamente evoca as estações da vida. Filosoficamente, lança uma teoria: amamos o amor; a Bem-Amada é uma entidade que aparece num corpo e num rosto, fica por um tempo a nos seduzir e enredar, vai embora de repente, mas um dia retorna, sob os mesmos encantos da primeira ou última aparição. Amamos, portanto, a Bem-Amada, essência sempre presente, recorrente, “substância intangível” em espírito, sonho, frenesi, conceito, aroma e resumida, metonimicamente, a “uma síntese do sexo, uma luz do olhar, um separar de lábios”. Aquela presença que “nunca estava em dois lugares ao mesmo tempo; e até aquele momento nunca permanecera por muito tempo num só lugar”. Lugar leia-se por “ser”, “pessoa”, “mulher”. Estilística e tematicamente concebido no e para o século XIX, A bem-amada tem – sem o favor de nenhum gosto de época ou moda de passagem – o requinte da eternidade.Capa da edição brasileira (São Paulo: Códex, 2003), com tradução de Luís Bueno e Patrícia Cardoso.
3 comentários:
Caramba, Mayrant, cada indicação sua é missa(rs). Aquele abraço.
Grato pela passagem! É algo que irei aprofundar mais um pouco. Abs!
olá, deixei um selo pra você no meu blog. passa pelo meu cantinho pra dar uma olhada.
espero que tenha curtido o carnaval na sua melhor escolha.
beijo.
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