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A arte do pintor soviético Deineka. |
O escritor Dênisson Padilha Filho mantém no seu blogue uma série denominada Conto Afora, em que publica contos de escritores brasileiros. Em segunda temporada, ele reproduziu um conto meu, recém-publicado na Revista da Academia de Letras da Bahia (março, 2015). O título é Os passarinhos são os mesmos, e o relato começa assim:
O ônibus parou na rodovia, e um rapaz desceu, uma pesada mochila nas
costas. Pequeno no acostamento, olhou para um lado e outro, enquanto o
veículo se afastava e por fim sumia, dois olhinhos vermelhos somente, na
escuridão. Do outro lado, a distender-se no vale, silenciosa, a cidade
era uma massa de luz tênue e amarela. O rapaz atravessou a pista e
desceu em direção às primeiras casas. Para além da cidade, mais luzes
tremulavam sobre o mar.
2 comentários:
Eu gostei, Mayrant! Massa!
Uma sensação difícil de descrever é a de se colocar dentro da narrativa. Talvez isso deva ser o trivial na função de leitor, mas é diferente quando leio esses seus contos porque a impressão é de situações já vividas, às vezes um tanto desconfortáveis, mas sempre suspeitando da impossibilidade de um desfecho. O cheiro do café é terrivelmente gostoso.
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