
O filme narra a história de Phil Connors, que apresenta diariamente as previsões metereológicas na tevê. Um sujeito amargo, cínico, desrespeitoso e intolerante com todas as pessoas que conhece e desconhece. Um niilista. É escalado para cobrir com sua produtora e um fotógrafo o Dia da Marmota, da cidade Punxsutawney, Pensilvânia, evento que ele despreza e que para ele não passa de um desvario caipira. Mas o inesperado acontece: uma nevasca retém a equipe na cidade, e a segunda noite que ele passa no hotel não avança no tempo; por vários dias, ou talvez semanas, ele acorda sempre no mesmo dia: o Dia da Marmota. Inicialmente, Phil Connors encara isso como uma condenação; posteriormente, como uma grande chance para aprender mais sobre si mesmo e as pessoas, conquistar sua produtora, que ele ama em silêncio, e para, enfim, construir uma vida melhor, evidentemente com valores mais humanos, e orientada por um espírito mais sensível e justo.
Alegoria da condição humana, e por que não dizer do aprisionamento à vida, Feitiço do tempo é original, gracioso e profundo, e consegue nos conquistar a cada minuto (como ao personagem a cada dia), com uma sucessão de repetições. Ao fim, afirma que, se a vida é enfadonha, é porque quem a vive o é. Um filme para assistir todos os anos, em 2 de fevereiro, numa repetição sempre nova da mesma experiência.
4 comentários:
Coincidência cósmica: revi hoje, duas horas antes de conferir esta postagem. Fico feliz que tenha lembrado da data (há três anos sigo nesse precioso ritual). Aquele abraço.
Vi a reportagem no JN sobre o dia da marmota e me lembrei imediatamente deste filme. Concordo plenamente "Feitiço do tempo" é uma comédia deliciosa que amei ter visto e que amo rever. Muito bom seu blog, voltarei...
bjs
Esse filme é uma delícia :)
Boa ideia rever este filme. Tudo funciona, é muito engraçado. Bela lembrança.
Postar um comentário