quarta-feira, 12 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
FOGO FÁTUO
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| Edição brasileira, 1984. |
Em resposta à leitora Mariana, interessada em ler o livro de Pierre Drieu La Rochelle, Fogo fátuo: trinta anos esta noite, esclareço que esta obra foi publicada no Brasil pela editora Brasiliense, em 1984, no volume 24 da célebre coleção Circo de Letras, com o título acima, acrescido na folha de rosto da informação "seguido de Adeus a Gonzague". Portanto, fiel à edição francesa, de 1931 e renovada em 1959, das Éditions Gallimard, que reúne as duas obras, sob o título Le feu follet suivi de Adieu à Gonzague. Fogo fátuo pode ser lido como um libelo contra as drogas, tanto quanto uma reflexão sobre a existência: a liberdade de existir ou deixar de existir, a qualquer momento. Na excelente introdução à edição brasileira, assinada por Geraldo Galvão Ferraz, também tradutor da obra, este afirma que o protagonista Alain foi inspirado num amigo de La Rochelle, o talentoso escritor Jacques Rigaut, que se matou do mesmo modo que o personagem. O suicídio de Rigaut virou uma obsessão para La Rochelle, que, embora tenha escrito, no calor da notícia, o texto Adeus a Gonzague, só se livrou realmente do trauma ao conceber Fogo fátuo, no qual a morte voluntária é vista como "o único ato livre que resta para os viciados", pois é ação pura e consciente, liberta do embotamento fantasioso das drogas. No caso de La Rochelle, que também se matou, o suicídio teve outras implicações e outros motivos, e foi como se ele saldasse uma dívida, consigo e com sua época.
sábado, 8 de junho de 2013
"82" NA AUTORES BAIANOS
| "82", improvisado, até que encontre seu lugar de destaque. |
82, uma Copa, quinze histórias já está à venda também na Livraria Autores Baianos: Av. Leovigildo Filgueiras, 85, dentro da Faculdade Dois de Julho, Garcia, Salvador, BA. O telefone é (71) 3181-9031.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
TRECHOS D'OS ENCANTOS DO SOL
| Páginas 86 e 87 de Os encantos do sol. |
Emmanuel Mirdad sapecou lá no seu blogue Farpas e Psicodelia alguns trechos de Os encantos do sol. Devo a Mirdad a publicação deste livro, pois foi ele quem me convenceu a inscrevê-lo no edital de criação literária do MinC e da Petrobras, em 2010, elaborando o projeto e o administrando, com muita competência, junto aos patrocinadores. Os recursos que obtivemos permitiram que eu finalizasse o livro, cuja criação me consumiu oito anos, e também o publicasse, numa bela edição da editora Escrituras, de São Paulo. Obrigado, Mirdad!
LEITURA SINGULAR
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| O Atman fica logo depois do Shopping Colonial, à esquerda. |
Café Neurótico, sábado, 8 de junho, às 18:30
Atman Centro de Yoga e Psicologia
Trav. dos Barris, 33, Barris, Salvador, BA
(71) 3328-3297 & 9188-6085
"82" TAMBÉM NA LDM!
| "82", abaixo de Paulo Leminski. |
A LDM Livraria Multicampi também aderiu à campanha de exorcismo do trauma da derrota do Brasil para a Itália na Copa de 1982 e colocou à venda 82, uma Copa, quinze histórias!
LDM Livraria Multicampi. Espaço Itaú de Cinema: Praça Castro Alves, s/n, Centro, (71) 3013-4759.
terça-feira, 4 de junho de 2013
"82" JÁ À VENDA
| "82" em exposição na banca de revistas do Center Lapa. |
82, uma Copa, quinze histórias já está à venda em Salvador. Na Pérola Negra, loja de CDs, DVDs e Livros, que fica nos Barris, em frente à Biblioteca Pública; e na banca de revistas do Center Lapa, Rua Portão da Piedade, 155, Piedade. Seja um dos primeiros a ler esta obra que expurga os fantasmas da derrota de 1982 para a Itália!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
LEITURAS, 27: ÓCULOS DE OURO
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| Berlendis & Vertecchia, 2002. |
Também publicado na coluna Crítica Rasteira, da Verbo 21.
domingo, 2 de junho de 2013
LEITURAS, 26: A TRÉGUA
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| Edição da L&PM, 2008. |
A
trégua,
de Mario Benedetti (São Paulo: Martins Fontes, 2000), constitui uma das mais tocantes
histórias de amor já escritas. Em forma de diário, que favorece o caráter
reflexivo da narrativa, centrada no cotidiano de um homem maduro e sem
esperança que se renova com o amor por uma moça bem mais jovem, lembra à
distância o nosso Dom Casmurro. O autor uruguaio fixa alguns luminosos
momentos de intimidade entre os amantes, e com uma leveza de estilo que os
eleva a um nível quase simbólico: "Às sete e meia saí do
escritório e fui para o apartamento. Ela tinha chegado antes, aberto a porta
com sua chave e se instalado. Quando cheguei, recebeu-me alegre e sem
inibições, de novo com um beijo. Falamos. Rimos. Fizemos amor. Tudo foi tão bom
que não vale a pena descrever. Estou rezando: 'Tomara que dure', e para pressionar
Deus vou bater na madeira". Um romance fadado a
permanecer monumental em seu idioma e no mundo. Depois desta, foram lançadas
outras edições, uma pela L&PM, em formato de bolso, e outra pela Alfaguara, mas a da Martins
Fontes, que se seguiu à da Brasiliense, é sem dúvida a melhor.
Também publicado na coluna Crítica Rasteira, da Verbo 21.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
A COLEÇÃO MATÉI VISNIEC
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| São Paulo: É Realizações, 2012. |
Se aconteceu algo de novo no meio editorial brasileiro, de 2012 para cá, e que seja, de fato, merecedor de elogios, eu diria que é a publicação da Coleção Dramaturgia Matéi Visniec, da editora paulista É Realizações, que tem proporcionado ao público brasileiro acesso às peças de teatro deste criativo dramaturgo romeno radicado na França. Nascido em 1956, Mátei Visniec goza das influências do surrealismo de Ionesco e do teatro do absurdo, especialmente Samuel Beckett e Alfred Jarry. Neste sentido, ele é uma grande revelação, por conseguir manter certa individualidade de assunto e forma, em meio ao legado de influências que salta aos olhos do leitor atento, mas não reduz o autor a um simples imitador ou continuador daqueles três importantes dramaturgos modernos. Pelo contrário. Lançando mão de aspectos destas duas correntes, e atualizando-se quanto aos novos temas em debate no mundo, ele reafirma que a realidade à nossa volta é tão absurda quanto àquela de Godot, dos Rinocerontes ou de Ubu Rei. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas o absurdo permanece, pois o homem, em essência e corpo, continua ambíguo, vário, estranho, estrangeiro, surpreendente e contraditório. Pelos títulos de suas peças, já intuímos o universo de sua dramaturgia: A história dos ursos pandas, contada por um saxofonista que tem uma namorada em Frankfurt. Ou: História do comunismo contada aos doentes mentais. Ou ainda: A palavra progresso na boca de minha mãe soava terrivelmente falsa. Em Três noites com Madox, três pessoas bem diferentes descobrem numa manhã de chuva que passaram a noite com a mesma pessoa, o tal Madox, mas em lugares divergentes e em circunstâncias bem diversas dos outros dois. O mistério que esta peça enceta e desenvolve é digno de uma narrativa de mistério, com frases curtas, sintaxe de efeito e sugestões ambíguas. Já em Os desvãos Cioran ou Mansarda em Paris com vista para a morte, a jornada do envelhecido filósofo Cioran por Paris nos diz que o mundo está mudando, e talvez para pior. Constituída de historietas tendo Cioran como fio condutor, esta peça nos apresenta o absurdo da diversidade humana: O Cego do Telescópio, A Mulher Que faz Migalhas, O Jovem Que Quer Se Suicidar, A Jovem Com o Coelhinho. E aí sobram ironia, sarcasmo, surrealismo, nonsense e, claro, absurdo. Numa das histórias centrais da proposta de Visniec, Cioran entra numa sala de aula da Sorbonne, onde procura a cantina dos estudantes para fazer uma simples refeição, e ali está O Professor de Filosofia Cego, ministrando exatamente um curso sobre Cioran. Em dado momento do diálogo que os dois travam, o Professor de Filosofia Cego diz: "Se você quer acompanhar o curso sobre Cioran, precisa se inscrever primeiro na secretaria! Não aceito qualquer pessoa no meu curso..." A fala que resume o universo de Matéi Visniec, bem como o pessimismo de Cioran, e que não por acaso constitui uma pergunta, é esta: "Por quê, por que quando a gente cava um buraco para enterrar um coelhinho morto, a gente topa com outro coelho enterrado lá pouco tempo atrás?" Matéi Visniec. Um dramaturgo de primeira. E um esteta das verdades absurdas.
terça-feira, 28 de maio de 2013
ESCREVER OU NÃO ESCREVER, 1
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| Dashiell Hammett (1894-1961) |
Autores que se afastam da mídia e não concedem mais entrevistas, nem aparecem em público, não chegam a ser raros: Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, no Brasil, e J. D. Salinger, nos EUA, são três dos mais célebres. Entre os que deixaram de escrever, contam-se o poeta francês Arthur Rimbaud e o romancista norte-americano Dashiell Hammett, que justificou: "Parei de escrever porque descobri que estava me repetindo. Quando você descobre que tem um estilo, é o começo do fim". Entre os poucos livros que Hammett escreveu e que lhe granjearam fama está O falcão maltês (1930), que elevou o gênero policial à categoria de grande literatura e cujo maior mérito não está no assunto, mas na forma e na linguagem. A abertura deste romance icônico, com seu motivo em "V", é uma das obras-primas da literatura do século XX. Perseguido pelo senador Joseph McCarthy, Hammett se recusou a assumir suas supostas atividades comunistas e a delatar companheiros. Acusado formalmente pela Comissão de Atividades Antiamericanas, foi encarcerado por seis meses num presídio federal, onde, por segunda punição, lavou privadas. Era, no entanto, um herói militar, tendo servido tanto na Primeira Guerra Mundial quanto na Segunda, da qual voltou com a saúde comprometida. Publicou cinco romances, entre os quais Safra vermelha (1929), A chave de vidro (1931) e O homem magro (1934), também traduzido no Brasil como A ceia dos acusados e com o qual encerrou a carreira. Continental Op é o seu mais festejado volume de contos. Curiosidade: o protagonista da novela Mulher no escuro (1933), um sentimental incurável que no fim se apaixona pela mocinha, chama-se Brazil.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
82, O IMPONDERÁVEL
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| Casarão do Verbo, 2013. |
No próximo 20 de junho, a dois dias do jogo Brasil versus Itália, pela Copa das Confederações 2013, na nova Fonte Nova, vamos invocar o imponderável. 82, uma Copa, quinze histórias. O mais célebre embate entre os dois países, pela Copa do Mundo de 1982, revisitado em contos cheios de drama, humor e ironia. O dia em que um único jogador, Paolo Rossi, destroçou um país e motivou, 31 anos depois, uma doce vingança, sem sangue nem botinadas, só com ideias e palavras. Por esta ninguém esperava, muito menos Paolo Rossi.
20 de junho de 2013, 19:00
Institut Goethe – ICBA
Corredor da Vitória, Salvador, BA
Ouça aqui os gols de Brasil 2 x 3 Itália.
Pré-venda do livro aqui!
domingo, 26 de maio de 2013
GALLO NO BALAIO: ENTREVISTA
| Foto: Ricardo Prado. Local: Galeria do Livro, Salvador, BA. |
"Para uma sociedade como a nossa, que despreza a leitura e a educação, parece que o escritor não serve para nada... No entanto, sempre há leitores, e não apenas os leitores-escritores. O ato de ler está tão arraigado ao ser humano, depois de tantos séculos de prática, que ainda vai demorar muito a desaparecer, se desaparecer. Se todos os livros fossem incinerados, eu proporia que os escritores escrevessem, às escondidas, e trocassem entre si suas obras. E sempre haveria a memória, e esta é uma das funções da poesia: um texto que se memoriza mais facilmente e pode ser partilhado sem mediação física. Aquele mundo que supostamente teria acabado com os livros ia ter, também, de incinerar os autores. E o mundo ficaria mais sombrio, pois a Literatura é iluminação constante." LER MAIS.
sábado, 25 de maio de 2013
A VIDA DENTRO DOS LIVROS, 3
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| Mais uma bela capa de Eugênio Hirsch. |
quinta-feira, 23 de maio de 2013
"A ITÁLIA VAI GANHAR!"
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| Ele, sempre ele, Paolo Rossi. |
Além de ter organizado o livro 82, uma Copa, quinze histórias (Casarão do Verbo, 2013), colaborei no projeto com um dos contos, intitulado O pintor de paredes. Com este relato, tentei, depois de trinta anos, "apagar o vazio" que ficou em mim depois daquela derrota para a Itália em julho de 1982. Me lembro bem: o jogo acabou, saí de casa, andei até a rua e fiquei olhando de um lado a outro, completamente desnorteado. E havia um agravante; na noite anterior, um amigo havia me dito: "A Itália vai ganhar!" Ou seja: não sei, nem jamais saberei, se a Itália venceria mesmo o jogo ou se o venceu porque o destino operou com aquela predição. Afinal de contas, há muito mais mistérios entre o Céu e a Terra... Bem, o resto vocês sabem.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
82, O LIVRO
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| Cena de um dos três gols de Paolo Rossi. |
Amigos, o blogue do livro 82, uma Copa, quinze histórias já está no ar. Ali os leitores encontrarão, paulatinamente, além das informações referentes ao livro, lembranças, fatos e depoimentos sobre aquele fatídico jogo da Copa da Espanha: os 3 x 2 que a Itália aplicou no Brasil, mandando a Seleção Canarinho para casa mais cedo do que o esperado, e que sedimentaram a sua escalada até o tricampeonato mundial. E mais: as intrigas internas da Azzurra; a fala do centroavante Reinaldo, que chama Telê Santana de reacionário; a pungente história do editor Rosel Soares, imerso entre porcos depois do jogo; o vídeo da estreia do Brasil contra a URSS; a ida do escritor Elieser Cesar ao cinema para apagar o vazio da derrota; os detalhes do processo de criação dos contos e a biografia dos autores que integram o livro. Clique aqui.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
LEITURAS, 25: DORA BRUDER
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| Edição francesa, pela Folio, 1999. |
Dora Bruder, de Patrick Modiano (Rio de Janeiro: Rocco, 1998), é
sem sombra de dúvida uma pequena obra-prima. Mistura especulação ficcional com
realidade histórica, para remontar os passos do desaparecimento de Dora
Bruder, uma garota franco-judia de 16 anos que, em dezembro de 1941, foge de um
colégio interno, administrado por católicos, e, depois de perambular pelas ruas de Paris, é presa e vai parar num campo de concentração nazista. O autor
sugere que sua decisão talvez tenha sido motivada pelo entrecho do filme Premier
rendez-vous, cujo assunto é exatamente a fuga de uma moça de sua idade,
fato que não surpreende a ninguém, pois, naquelas circunstâncias, "Aos dezesseis anos, o mundo todo estava contra
ela, sem que ela soubesse por quê". Um livro singular sobre um dos mais terríveis
episódios da história da humanidade, o holocausto, e narrado com o estilo único
de seu autor, um dos mais festejados e, ao mesmo tempo, subestimados autores
franceses da atualidade.
Publicado originalmente na coluna Crítica Rasteira, da Verbo 21.
Publicado originalmente na coluna Crítica Rasteira, da Verbo 21.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
ESCRITOR PLURAL | RESENHA
Com o mesmo estilo sóbrio, límpido, conciso, cuidadoso e
carpinteiro de “um operário das palavras”, “um Sísifo que, em lugar de uma
pedra, rola montanha acima um saco abarrotado de signos, intenções e sintaxes”,
como se define o escritor na apresentação do livro, Mayrant Galo enfeixa 15
contos em Cidade Singular. Tributário
de autores que admira, o escritor passeia pelo relato noir norte-americano (“Você não é Sam Spade” e “A Bonnie dos
Barris”), pelo brasileiro Rubem Fonseca (“Brinquedo perdido”), por Camus (no início
de “Diários da piscina”), Borges (“O quasídromo”) e pelos desencontros
familiares em todas as prosas (“O fim da inocência”, “Pluma solta no vento” e
“Viagem adentro do ano militar”). Também exibe seu cosmopolitismo humano com a perícia
de um escritor plural que observa e denuncia os miasmas pulsantes de uma cidade
singular em seus desencontros. LER MAIS.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
BRASIL DE TODAS AS COPAS!
A ótima prosa de Luís Pimentel, contista, poeta e cronista, a serviço do Brasil de todas as Copas. Ilustrando suas ideias e seu humor, o Amorim. Não vou ao lançamento, pois o Rio de Janeiro não é ali, mas vou comprar meu exemplar logo-logo! Pimentel integra uma coletânea que organizei recentemente sobre a Copa do Mundo de 1982, mas ainda sem data de lançamento.
Clique sobre o cartaz para ampliá-lo.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
LEITURAS, 24: JAMILE SOB OS CEDROS
Jamile, seu noivo Khalil Khoury e, de repente, durante um passeio de verão, Omar. Os olhos de Jamille e Omar se encontram e, num tempo único, deles próprios, e que talvez seja a eternidade, mesclam-se, numa união que vai mudar suas vidas e, consequentemente, a do noivo preterido, narrador da história. Este é o argumento de Jamile sob os cedros, uma história supostamente verídica passada no Líbano do século XIX e que inspirou o escritor francês Henry Bordeaux (1870-1963) a escrever um de seus melhores romances. LER MAIS.
domingo, 5 de maio de 2013
MEUS "AMIGOS" PATRULHEIROS
| Eu mesmo, Maria Cecília e "Cidade singular". |
terça-feira, 30 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
QUASE QUE SÓ HÁ DITADURAS
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| Em O perseguidor, a liberdade é o artista. |
"Ora,
para onde olhamos há uma ditadura em curso... Cultural, política, econômica,
literária, acadêmica, de gosto... Ditadura de um tipo de cinema, de um tipo de
livro, de um tipo de política cultural, de uma teoria ou uma crítica... De
magreza, de beleza, de juventude, de cor, de raça, de sexo... De comportamento.
Quase que só há ditaduras. E, qualquer que seja o autor, ele precisa ser livre.
Não escrever nem para alguém nem para uma causa."
Trecho de entrevista que concedi ao blogue de literatura do iBahia. Quem se interessar por ler mais, acesse aqui.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
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