O quadrinista sueco Henrik Lange reuniu, no volume 90 livros clássicos para apressadinhos, paródias gráficas de livros famosos, de Dom Quixote (1605) a Mistério na neve (1992). Há supremacia de autores de língua inglesa, e a língua portuguesa só comparece com um único livro, que deixo aos leitores descobrir. As paródias resumem as histórias com humor e uma certa atualização irônica, conforme nossa época e o gosto temático atual. A intenção é provocar riso com alguns dos livros mais importantes já escritos no Ocidente, destroná-los de sua pose de seriedade. O resultado é delicioso, pois nos vemos rindo com o entrecho de obras que foram marcantes para as nossas vidas, como no meu caso O estrangeiro, A náusea, O processo e Fome. Algumas paródias são magistrais, como a de Factótum, de Bukowski: "Henri Chinaski bebe. E dorme com putas. E bebe mais. É o estilo Bukowski de vida". Faltaram, claro, os quadrinhos. A tradução e adaptação foram feitas pelo cartunista Ota. E o gato barra-pesada da capa é o Behemoth, do romance O mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov.
domingo, 29 de agosto de 2010
90 LIVROS CLÁSSICOS PARA APRESSADINHOS
O quadrinista sueco Henrik Lange reuniu, no volume 90 livros clássicos para apressadinhos, paródias gráficas de livros famosos, de Dom Quixote (1605) a Mistério na neve (1992). Há supremacia de autores de língua inglesa, e a língua portuguesa só comparece com um único livro, que deixo aos leitores descobrir. As paródias resumem as histórias com humor e uma certa atualização irônica, conforme nossa época e o gosto temático atual. A intenção é provocar riso com alguns dos livros mais importantes já escritos no Ocidente, destroná-los de sua pose de seriedade. O resultado é delicioso, pois nos vemos rindo com o entrecho de obras que foram marcantes para as nossas vidas, como no meu caso O estrangeiro, A náusea, O processo e Fome. Algumas paródias são magistrais, como a de Factótum, de Bukowski: "Henri Chinaski bebe. E dorme com putas. E bebe mais. É o estilo Bukowski de vida". Faltaram, claro, os quadrinhos. A tradução e adaptação foram feitas pelo cartunista Ota. E o gato barra-pesada da capa é o Behemoth, do romance O mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
CIDADE DE VIDRO
Extraordinária adaptação para os quadrinhos do conto homônimo de Paul Auster. Os autores conseguem a proeza de amalgamar o caráter literário do conto, que não se apaga em momento algum, à agilidade das HQs. E o resultado é uma das melhores obras do gênero, com palavras e imagens funcionando como num filme. Destaca-se sobretudo a sequência em que o protagonista, Quinn, detetive particular de ocasião, decai e envelhece a observar a porta do edifício de seu cliente, numa indiscutível alusão ao célebre conto Diante da lei, de Kafka. Se ainda há dúvidas quanto ao caráter literário das HQs, não há mais quanto à sua capacidade de conservá-lo quando o texto inspirador é a Literatura.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
IMAGEM DA PAZ FUTURA
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
DUAS POETISAS, DOIS LIVROS

Finalmente Ângela Vilma e Mônica Menezes trazem a público seus tão esperados livros, pela coleção Cartas Bahianas: Poemas para Antônio e Estranhamentos. O lançamento é amanhã, de 19 a 22 horas, na Livraria Tom do Saber, Rio Vermelho, Salvador, BA. Os escritores já confirmaram presença. Que compareçam os leitores!
Clique sobre o cartaz para ampliá-lo.
domingo, 22 de agosto de 2010
2 DEDOS DE POESIA

O SUMO DE UM LIVRO DE LUÍS PIMENTEL
Belo livro para crianças e também adultos,
Adultos que esqueceram que a poesia está em tudo.
E que a linguagem é só um meio,
E que este não deve anular
Os sentimentos que as imagens despertam,
Nas montanhas, na terra, no mar,
Sob pena de que a poesia se transforme
Em simples discurso,
Sem conteúdo, como o dos políticos,
Ou fruto sem sumo, raquítico.
Embebido da poesia de Luís Pimentel, só consegui falar do livro dele, Dois dedos de poesia, lançando mão da linguagem poética. Mérito para o poeta Luís Pimentel, que já possui mais de vinte livros só para o público infanto-juvenil, entre os quais As roupas do papai foram embora e Todas as cores do mar, e para o artista plástico Orlando, que ilustrou maravilhosamente os poemas. Aperitivo:
Poesia
não é só
o que há
de bom.
Poesia
muda de tom:
um dia é azul,
de céu e harmonia.
No outro é bem cinza,
de parede fria.
Mesmo assim
é poesia.
LUÍS PIMENTEL
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
VERÃO ÍNDIO
Durante a colonização das Américas, ouro, prata e madeira não eram os únicos produtos a deflagrar conflitos entre colonos e índios. Havia um "outro", mais antigo e muito mais importante para a vida. Com a ironia de Hugo Pratt (1927-1995) e a sensualidade do desenho de Milo Manara (1945), Verão índio (Conrad, 2009) é quase uma sátira aos nobres tempos coloniais. Uma sátira que não foge à verdade.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
CASARÃO DO VERBO
sábado, 14 de agosto de 2010
EU, ROBÔ
Depois de décadas fora de catálogo no Brasil, um dos melhores livros de Isaac Asimov, Eu, robô, foi relançado, em 2004, pela Ediouro, e logo esgotou. Veio uma segunda edição, mas, como o livro custa uma bagatela de 49 reais, a mesma editora o incluiu no selo Pocket Ouro, numa edição econômica que o reduziu a R$19,90, promovendo uma excelente oportunidade para que novos leitores tenham acesso a um dos pilares da literatura de ficção científica. Nos nove contos que integram o volume, Asimov exercita as variações narrativas possíveis dentro de uma amarra que ele próprio criou, as Três Leis da Robótica: 1) um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que o ser humano seja ferido; 2) um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, salvo se tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei; 3) um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Leis. O prefácio desta edição é do escritor brasileiro Jorge Luiz Calife, que em 1977 sugeriu e esboçou, por carta, a Arthur C. Clarke o argumento para o romance 2010: uma odisséia no espaço 2, logo transformado em filme.
sábado, 7 de agosto de 2010
OS HÚNGAROS, 2
Para os fãs da Literatura Húngara, que, além de Sándor Márai, reúne uma plêiade de grandes escritores, acabou de chegar às livrarias, pela Hedra, a antologia Contos húngaros. Com tradução de Paulo Schiller e introdução de Nelson Ascher, pupilos, de certa forma, do saudoso húngaro-brasileiro Paulo Rónai, o volume enfeixa dez relatos de Dezsö Kosztolányi, Frigyes Karinthy, Géza Csáth e Gyula Krudy; pouco para a grandeza da Literatura Húngara, mas muito para uma literatura que raramente é traduzida no Brasil. A edição teve o apoio da Hungarian Book Foundation. Em tempo: também da Hungria foi lançado no Brasil, pela Intrínseca, em 2009, o romance O rei branco, de György Dragoman, que ganhou com este livro os prêmios Sándor Márai, Tibor Déry e József Attila. Um crítico, no New York Times, disse: "O rei branco é cruel, mas também irresistivelmente terno".
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
NICOLAU & RICARDO
domingo, 25 de julho de 2010
LINDAS CAPAS, 1
Se o livro é ótimo, mas a capa é feia, não há nenhum problema. Contudo, se o livro é ótimo e a capa é bonita, uma obra de arte, então temos dois motivos para celebrá-lo. Provavelmente, as pessoas conhecem Tubarão, de Peter Benchley, mais pelo filme, que, no entanto, apenas reproduz do livro a sua trama de horror; tudo o mais é descartado, especialmente a crise existencial e conjugal por que passa o chefe de polícia, e a descrição precisa do contexto socioeconômico e cultural que o anima, o lugar e a gente que se transforma em comida de tubarão. Além disso, Tubarão é um ótimo romance policial, do gênero serial killer. E com dois aspectos de exceção, que fazem dele um exemplar único: o assassino não é um homem, mas um animal, e a ação desloca-se da investigação do crime para a caçada deliberada ao assassino. Neste sentido, é uma citação direta ao extraordinário Mobydick, de Melville, sem a pretensão de se converter num ícone da literatura universal. A capa desta edição da Record consegue a proeza de ser ao mesmo tempo literal e impactante. Põe metonimicamente toda a praia na boca e no estômago da fera, que ganha prestígio de monstro lendário, diabólico.
sábado, 24 de julho de 2010
PHILIP ROTH

Não lia Philip Roth há muitos anos. Não obstante, três romances do autor jamais me saíram da cabeça: O complexo de Portnoy, O seio e O professor do desejo. O seio, particularmente, me impressionara muito. Narra a história de um homem que pouco a pouco se transforma num seio e acaba internado num hospital, um enigma para os médicos e uma atração para os jornalistas do mundo inteiro. A conclusão dessa improvável história é comovente: dor, abandono, solidão. Não há edições modernas desse livro. A única existente data dos anos 1970, pela Artenova, se não me engano.
Não é incomum que por muito tempo, apesar de termos apreciado um autor, fiquemos sem ler seus novos livros. Foi o que aconteceu comigo em relação a Roth, até que recentemente abri numa livraria A humilhação e só parei nesta madrugada. O argumento é ótimo: um famoso ator de teatro deixa de atuar porque descobre que ele próprio é um teatro, um embuste. Vai parar num sanatório, faz novas amizades, não ouve os conselhos de seu agente e, por fim, começa uma relação amorosa com uma ex-lésbica. O resto é a vida, mas em tom de quase sonho. Tudo acontece como se o protagonista não pudesse interferir, ao sabor de um misterioso fluxo, metáfora da existência. Até que ele toma uma decisão, que é a errada, a pior que poderia tomar. Coerente com seu assunto, a vida de um ex-ator, o romance se estrutura em três atos, como uma peça, e se conclui com uma ironia: o ator volta a atuar, mas é a sua última atuação.
Diferentemente de muitos autores experientes, que com o passar do tempo incorrem em repetições, Roth continua cheio de imaginação e disposto a refletir ou simplesmente aceitar os novos tempos: "Ela só queria se livrar dele para satisfazer o desejo humano, tão comum, de tocar para a frente e tentar uma coisa nova". A humilhação, apesar de sua brevidade, pouco mais de cem páginas (e isso talvez até o faça mais luminoso), é romance de um autor avesso ao comum.
Imagem: cartaz do filme Elegy (no Brasil, "Fatal"), baseado em romance de Philip Roth.
sábado, 17 de julho de 2010
ATIRE EM SOFIA NA BAHIA
"Numa cidade cujo nome jamais é dito, mas tudo indica tratar-se de Salvador. Três tiros ecoam entre os atabaques do candomblé, dezenas de mãos apertam o gatilho. É um verão esquisito; calor febril intercalado por tempestades furiosas como lágrimas de Iansã, na cidade mestiça magnetizada por superstições, paixões, fatalidades [...]Uma morte misteriosa fere a cálida estação: a vítima, Sofia do Rosário, retorna para a cidade natal depois de 20 anos no rio de Janeiro. Ela é uma mulher divorciada e emancipada; uma mulher madura e sensual, que inspira temor e fascínio nos homens."
SONIA COUTINHO é contista, ensaísta, romancista, tradutora e jornalista. Trabalhou no Correio da Manhã, Última Hora e O Globo. Neste último, permaneceu quinze anos e exerceu diversas funções, entre as quais a de editora da seção de resenhas e crítica de livros. Publicou onze livros de ficção e ganhou dois prêmios Jabuti. Sugestões de leitura do blogueiro: Atire em Sofia, Ovelha Negra e Amiga Loura & Rainhas do crime.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
TEMPO BOM NA LITERATURA

Sidney Rocha e Cristhiano Aguiar organizaram um volume de contos com autores brasileiros para ajudar as vítimas das recentes enchentes em Pernambuco e Alagoas. A editora Iluminuras publicou, e a Livraria LDM vai lançar o livro em Salvador, com a presença dos autores baianos que integram o projeto: Lupeu Lacerda, Lima Trindade e Gustavo Rios. O montante arrecadado será destinado às vítimas das enchentes. O exemplar custa R$26,00. Compareça e faça a sua parte.
LANÇAMENTO
9 de julho, sexta-feira
de 18 a 21 horas
LIVRARIA LDM
Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
Salvador, BA
(71)2101-8007
eventos@livrariamulticampi.com.br
quarta-feira, 30 de junho de 2010
VÁ AO TEATRO!
domingo, 27 de junho de 2010
PASSARINHO
Victor Vhil estava em seu gabinete, labutando com um conto, quando um passarinho pousou no peitoril da janela. Um pardal, um tico-tico, uma rolinha... Victor tinha certeza apenas de que não era um pombo.– O que você está fazendo? – o passarinho perguntou, para surpresa de Victor.
– Escrevendo um conto. Mas provavelmente você não sabe o que é um conto...
– Sim, sei. Já li muitos – e o passarinho abriu as asas e distendeu-as para longe do corpo, como se quisesse se desprender de um peso, talvez de uma vida.
– Leu? – o assombro de Victor se intensificou.
– Sim. Mas nenhum de fato interessante.
Acesa a curiosidade, Victor se acomodou melhor à cadeira e se afastou de seu texto, um emaranhado de papéis rabiscados, rasurados. Ainda escrevia a lápis e depois emendava de caneta, ora azul, ora vermelha, muito raramente verde.
– Nenhum interessante?
– Não.
Quem quiser ler a continuação deste conto, vá à revista Verbo 21.
Imagem: o canário Woodstock, criação de Charles Schulz.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
VIAGENS

"Para que vamos a Marte? Para ver se há água; grande novidade, água. E exploramos o Universo para descobrir se há vida, isto é, para ver se há mais do mesmo. Os homens, sabendo ou não, casam-se com suas mães, e as mulheres com seus pais, porque esses são seus modelos. Se as pessoas soubessem com quem realmente transam, quando deitam com seu parceiro, ficariam espantadas."
JUAN JOSÉ MILLÁS. Em Laura e Julio (São Paulo: Planeta, 2007).
sexta-feira, 18 de junho de 2010
EM JULHO, PORTAL 2001

Em julho, será lançada a Portal 2001, a quinta revista de contos de ficção científica organizada por Nelson de Oliveira. Entre os colaboradores, mestres do gênero como Bráulio Tavares e Roberto de Sousa Causo. Da nova geração: Delfin, Rogers Silva, Brontops Baruq, Sid Castro, Daniel Fresnot, Maria Helena Bandeira, Luiz Bras e outros. Como um dos participantes, terei direito a alguns exemplares e enviarei um ao leitor do Não leia! que colocar o melhor comentário provando que é conhecedor e apreciador do gênero. Caprichem!
Clique na capa para ampliar e conferir os participantes.
terça-feira, 15 de junho de 2010
CARLOS BARBOSA & MAYRANT GALLO

Os autores lançam seus livros mais recentes, Beira de rio: correnteza e Nem mesmo os passarinhos tristes, fazem leitura pública e conversam com os leitores, na UEFS, dia 17 de junho, a partir das 14 horas. O evento é uma iniciativa do Núcleo de Leitura Multimeios, da UEFS.
PROGRAMAÇÃO:
14:00 – Recital
14:30 – Leitura pública e conversa com os autores
16:00 – Sessão de autógrafos
16:30 – Café literário
LOCAL:
Universidade Estadual de Feira de Santana
Auditório IV, Módulo 6
domingo, 13 de junho de 2010
DA VINCI E OS MINICONTOS
Da Vinci também escreveu seus minicontos. O que não é nenhuma surpresa, afinal de contas a Literatura e a Ciência, para homens como ele, tornam-se simplesmente contextos favoráveis à realização de seu gênio.O ENFERMO
Estava um enfermo à beira da morte quando ouviu baterem à porta. Perguntou a um de seus servos quem o fazia, e o servo respondeu-lhe ser uma mulher que se chamava Madona Boa. Então o enfermo elevou os braços ao céu, agradeceu a Deus em voz alta, depois disse ao servo que a deixasse vir depressa, a fim de que pudesse contemplar uma boa mulher antes de morrer, porque em vida jamais havia encontrado nenhuma.
O DORMINHOCO
Foi dito a um homem que se levantasse do leito, porque o sol já estava alto, e ele respondeu:
"Se eu tivesse tão longas viagens e afazeres para realizar quanto ele, também já teria me levantado, porém, tendo a cumprir tão pouco caminho, não me levantarei ainda".
OS OLHOS DE ESTRANHA COR
Um homem disse a um conhecido:
"Tu tens os olhos alterados para uma cor esquisita!"
O outro respondeu que isso lhe sobrevinha com frequência.
"Mas tu não colocas nenhum remédio? E quando te acontece isso?"
"Toda vez que meus olhos veem teu rosto estranho! Pela violência recebida por tão grande desprazer, súbito eles empalidecem e mudam para uma insólita cor."
LEONARDO DA VINCI (1452-1519). As historietas acima integram o volume Sátiras, fábulas, aforismos e profecias (São Paulo: Hedra, 2008). A tradução é de Rejane Bernal Ventura.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
HOJE, NO ICBA
sábado, 5 de junho de 2010
BEIRA DE RIO, CORRENTEZA
quinta-feira, 20 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
RENATA BELMONTE NA LEGIÃO
Como se não houvesse amanhã – coletânea de contos inspirados em 20 canções da Legião Urbana, organizada por Henrique Rodrigues. Cada autor pôde escolher uma música e, no fim, todos os discos foram contemplados na obra. Em alguns casos, o contista usa a música como trilha sonora para uma história; em outros (maioria), a letra é recontada por meio de uma nova ação. Infelizmente, a diversidade incorreu não apenas na narrativa, mas na qualidade dos textos. Enquanto alguns se destacam pela criatividade e fuga do óbvio, como “Tempo perdido” (de Tatiana Salem Levy) e “Por enquanto” (de Renata Belmonte), outros pecam pela ingenuidade ou por serem meros exercícios de demonstração de riqueza vocabular. Em comum, entre todos, um cheiro de perda, dor e tristeza. Astros predominantes no universo de Renato Russo.por RAPHAEL PERRET, na Butuca Ligada.
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