"Eu respirava naquelas salas, como um incenso, esse cheiro de velha biblioteca que vale todos os perfumes do mundo." Antoine de Saint-Exupéry

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sábado, 28 de junho de 2014

DIÁRIO DA COPA, 26: A COLÔMBIA!

A dança da Colômbia (IG).
O que tem Neymar de espalhafatoso e boboca, tem James Rodríguez de discreto e eficiente. O primeiro tudo faz para estar em evidência; o segundo só fica em evidência quando faz alguma coisa, como os dois gols de hoje, que decretaram a vitória sobre o Uruguai e puseram seu país pela primeira vez nas quartas de final de uma Copa do Mundo.
 
Sem muito esforço, e servindo aos seus companheiros sempre, o dez da Colômbia chega a cinco gols na Copa e já é, inquestionavelmente, um dos seus craques, ao lado de Robben, Van Persie, Messi, Müller, Valbuena, Benzema, Campbell, Bolaños, Dempsey e Hazard.
 
Vendo hoje a Colômbia jogar de amarelo, me perguntei se não era o Brasil... E, depois, por que o Brasil não jogava assim. Ora, a explicação é simples: estamos numa fase de transição, com escassez de bons jogadores em algumas posições, e quatro são bem evidentes: um meia-esquerda armador (canhoto de preferência), um meia-direita (não um volante, mas um oito, à semelhança de Falcão ou Sócrates), um centroavante (rápido, técnico, como Careca ou Reinaldo) e um segundo atacante, veloz, mas que não prenda muito a bola, um jogador que trabalhe mais para o time e menos para si. Nas outras posições, especialmente na defesa, o Brasil está bem servido.
 
Voltando ao jogo da Colômbia: mesmo o Uruguai tentando reagir, naquela base da vontade e da mordida, a Colômbia jamais perdeu o controle do jogo, fez 2x0, pôs o adversário no bolso e, com certa facilidade, confirmou que não veio ao Brasil para fazer turismo. É uma forte candidata ao título e, se o Brasil não se cuidar, vai parar na próxima partida, pois devemos admitir que mais cedo ou mais tarde a técnica se sobrepõe à sorte ou à vontade, e neste quesito a Colômbia é melhor.